Flupp
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2015

A quarta edição da FLUPP aconteceu de 3 a 8 de novembro, na quadra da FAETEC, na fronteira entre o Chapéu Mangueira e a Babilônia. Foi a FLUPP da consolidação.

A FLUPP Pensa fez uma espécie de rito de passagem, entregando ao mercado a primeira geração de autores que formamos. Nomes como José Luiz, Ana Paula, Yasmin Thayná, Enrique Coimbra, Raquel de Oliveira e Jessé Andarilho tiveram um duplo desafio durante o percurso por 16 escolas da rede estadual de ensino de Caxias, Itaboraí e de uma Zona Oeste profunda. Falaram ao lado de nomes consagrados, como Zunir Ventura, Carlito Rocha e Raphael Montes. Também publicaram textos, virtual reality glasses ambientados em 2065, com escritores da expressão de um Paulo Scott, um Martinho da Vila e um Arthur Dapieve. Está tudo registrado no livro Rio 2065, publicado pela Casa da Palavra.

Esse rito de passagem levou os autores para ainda mais longe com o lançamento do selo FLUPP na Casa da Palavra, que publicou três romances – Sobre Garotos que Beijavam Garotos, de Enrique Coimbra, Cidade de Deus Z, de Julio Pecly, e A Número Um, de Raquel de Oliveira. O romance de Raquel de Oliveira, que já comandou o tráfico de drogas da Rocinha, está sendo adaptado para o cinema.

Foi também o ano da criação da Gincana Literária, que mobilizou oito escolas da rede municipal de ensino no entorno de Olaria. A melhor definição para o que aconteceu no clube da Rua Bariri foi feita pela poeta Roseane Murray, uma das autoras adotadas pelas escolas que participaram – “um terremoto”. Também foram lidos pelas escolas os escritores Flavio Carneiro, Braulio Tavares, Marina Colasanti, Roger Mello e Nilma Lacerda. A escola vencedora foi a Conde de Agrolongo, que defendia Braulio Tavares. A gincana foi precedida de uma visita dos autores à escola e de um exaustivo processo de formação, que implicou oficinas até com escritores holandeses e um slammer alemão.

A FLUPP na Babilônia/Chapéu Mangueira se ajustou ao perfil de uma comunidade peculiar, na qual os autores convidados puderam fazer um mergulho por seis dias, hospedando-se em sua confortável rede de pousadas e divertindo-se em seus bares com vistas deslumbrantes para o mar.

Além das mesas de debate e do II Rio Poetry Slam, houve o Slam BNDES, que mobilizou a comunidade de slammers do Brasil. Duas novidades de grande impacto foram a leitura de histórias na casa dos moradores e a distribuição de 20 mil livros para a comunidade.

 

 

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